Esperança

Se em Deus depositamos também a Esperança, se Nele esperamos, finalmente o encontraremos

Testemunho - Dignidade devolvida

Testemunho de Gabi que teve sua dignidade de filha de Deus resgatada após seu encontro pessoal com Jesus. O Senhor a conduziu a um processo de conversão diária, luta verdadeira pela santidade.

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A verdade sobre o carnaval

Tudo o que você queria saber sobre o (verdadeiro) carnaval e não tinha a quem perguntar

 

SFC 11.2.15 - Carnaval

 

De onde vem o Carnaval? Alguns, erroneamente, dizem até que foi a Igreja Católica que o inventou; nada mais absurdo.

 

Vários autores explicam o nome Carnaval, do latim “carne vale”, isto é, “adeus carne” ou “despedida da carne”; o que significa que no Carnaval o consumo de carne era considerado lícito pela última vez antes dos dias de jejum quaresmal. Outros estudiosos recorrem à expressão “carnem levare”, suspender ou retirar a carne.

 

Alguns etimologistas explicam as origens pagãs do Carnaval: entre os gregos e romanos costumava-se fazer um cortejo com uma nave, dedicado ao deus Dionísio ou Baco, o deus do vinho, festa que chamavam em latim de “currus navalis” (nave carruagem), de donde teria vindo a forma Carnavale. Não é fácil saber a real origem do nome.

 

Outras festas semelhantes aconteciam na entrada do novo ano civil (mês de janeiro) ou pela aproximação da primavera, na despedida do inverno. Eram festas religiosas, dentro da concepção pagã e da mitologia. Por exemplo, para exprimir o cancelamento das culpas passadas, encenava-se a morte de um boneco que, depois de haver feito seu testamento era queimado ou destruído.

 

Em alguns lugares havia a confissão pública dos vícios, o que muitas vezes se tornava algo teatral, como por exemplo, o cômico Arlequim que, antes de ser entregue à morte confessava os seus pecados e os dos outros.

 

Tudo isso era feito com o uso de máscaras, fantasias, cortejos, peças de teatro, etc. As religiões ditas “de mistérios” provenientes do Oriente e muito difusas no Império Romano, concorreram para essas festividades carnavalescas. Estas tomaram o nome de “pompas bacanais” ou “saturnais” ou “lupercais”. Como essas festas perturbavam a ordem pública, o Senado Romano, no séc. II a.C., resolveu combater os bacanais e seus adeptos, acusados de graves ofensas contra a moralidade e contra o Estado.

 

Essas festividades populares podiam acontecer no dia 25 de dezembro (dia em que os pagãos celebravam Mitra - ou o Sol Invicto) ou o dia 1º de janeiro (começo do novo ano), ou outras datas religiosas pagãs.

 

Quando o Cristianismo surgiu, encontrou esses costumes pagãos. Os missionários procuraram então cristianizar esses costumes, como ensinava São Gregório Magno, no sentido de substituir essas práticas supersticiosas e mitológicas por outras cristãs (Natal, Epifania do Senhor ou a Purificação de Maria, dita “Festa da Candelária”, em vez dos mitos pagãos celebrados a 25 de dezembro, 6 de janeiro ou 2 de fevereiro). Por fim, essas festividades pagãs do Carnaval ficaram apenas nos três dias que precedem a Quarta-feira de Cinzas.

 

A Igreja procurou também incentivar os Retiros espirituais e a “Adoração das Quarenta Horas” nos dias anteriores à Quarta-feira de cinzas. Hoje, graças a Deus, temos em todo o nosso país Encontros e Aprofundamentos religiosos.

 

Infelizmente, o Carnaval, sobretudo no Brasil, “descambou” para a dissolução dos costumes; nos bailes e nas Escolas de Samba predominam o nudismo e toda espécie de erotismo. Esquece-se que os Mandamentos são a via da libertação e que o pecado é a escravidão da pessoa: “Não pecar contra a castidade” e “Não desejar a mulher do próximo” (cf. Ex 20,2-17; Dt 5,6-21).

 

É triste observar que o próprio Governo estimula esse desregramento com uma ampla distribuição de “camisinhas”, para que os foliões pequem à vontade sem perigo de contaminação. O Papa João Paulo II assim se expressou sobre a camisinha: “Além de que o uso de preservativos não é 100% seguro, liberar o seu uso convida a um comportamento sexual incompatível com a dignidade humana [...]. O uso da chamada camisinha acaba estimulando, queiramos ou não, uma prática desenfreada do sexo [...] O preservativo oferece uma falsa ideia de segurança e não preserva o fundamental” (PR, nº 429/1998, p. 80).


Nesta época vale recordar o que disse São Paulo: “Nem os impudicos, nem idólatras, nem adúlteros, nem depravados, nem de costumes infames, nem ladrões, nem cobiçosos, como também beberrões, difamadores ou gananciosos terão por herança o Reino de Deus (l Cor 6,9; Rm 1, 24-27)”. O Apóstolo condena também a prostituição (1 Cor 6,13s, 10,8; 2 Cor 12,21; Cl 3,5) e as paixões da carne tão vividas no Carnaval.

 

O sexo foi feito para o matrimônio e o matrimônio foi elevado à sua dignidade por Cristo (Mt 5,32). Jesus proclamou: “Bem-aventurados os puros, porque eles verão a Deus”. Disse São Paulo: “A mulher não pode dispor do seu corpo: ele pertence ao seu marido. E também o marido não pode dispor do seu corpo: ele pertence à sua esposa” (1 Cor 7,4). As consequências do sexo vivido fora do casamento são terríveis: famílias destruídas; pais e mães (jovens) solteiros; filhos muitas vezes abandonados, ou em orfanatos, e hoje muitas crianças “órfãs de pais vivos”, como disse João Paulo II.

 

Por tudo isso o cristão deve aproveitar esses dias de folga para descansar, rezar, estar com a família e se preparar para o início da Quaresma na Quarta-feira de Cinzas. O cristão não precisa dessa alegria falsa das festas carnavalescas; pois o prazer é satisfação do corpo, mas a verdadeira alegria é a satisfação da alma, e esta é espiritual.

 

SFC 11.2.15 - Prof. Felipe Aquino


Professor Felipe Aquino


Fonte: Aleteia

Advento, a novidade na contínua vinda de Jesus.

Dia 30 de novembro, iniciou-se o Tempo do Advento; um tempo de preparação para a festa do Natal de Jesus. Esse acontecimento precisa ser preparado e celebrado a cada ano. Esse tempo conduz a Igreja ao princípio de sua existência, daí a grande característica deste tempo: a esperança.


O advento dura quatro semanas e podemos dividi-lo em duas partes. Nas duas primeiras semanas a Liturgia nos convida a vigiar e esperar a vinda gloriosa do Salvador. Nas duas últimas, nos preparamos mais especialmente para celebrar o nascimento de Jesus em Belém.


A liturgia nesse tempo é rica e usa símbolos e cores para bem representar esse lindo tempo da espera de nosso Salvador. Podemos começar a observar nas Santas Missas que os paramentos litúrgicos serão na primeira, segunda e quarta semana nas cores roxa, para indicar a penitência, a conversão a Deus. Já na terceira semana será na cor rosa como sinal de alegria pelo nascimento próximo do Menino Deus.


A cada semana do Advento, será acessa uma vela no altar. Essas quatro velas estarão organizadas e ornamentadas sempre no formato de um círculo, que chamamos de coroa do advento. A qual simboliza a eternidade, a unidade do tempo que não tem início nem fim; Jesus Senhor do tempo e da história. As velas são acendidas gradativamente até que na última semana todas estarão acesas simbolizando a vitória da Luz sobre as trevas. Para cada vela também há um significado, conforme nos ensina Professor Felipe Aquino em seu livro “Para entender e celebrar a liturgia”.


1ª Vela é do Perdão concedido a Adão e Eva, que de mortais se tornarão seres viventes em Deus.
2ª Vela é a da dos patriarcas que creem na promessa da Terra Prometida.
3ª Vela é a da Alegria de Davi pela sua descendência.
4ª Vela é a do Ensinamento dos profetas que anunciam a justiça e a paz.


O Advento é um tempo real e atual onde devemos nos preparar para vivermos com Cristo e sermos como Ele. A vinda de Cristo é antiga, mas se atualiza na celebração litúrgica. Se ainda estamos Cristão mornos esse é o tempo favorável para nos prepararmos com afinco e dedicação e suplicarmos como os primeiros cristãos: vem, Senhor Jesus! Vem!

 

Fabiana Lucena

Fabi

Como aproveitar bem o tempo presente?

É bem verdade que os dias são maus (Ef 5, 16), que estamos vivendo o tempo das dores em que a humanidade caminha para um mundo sem amor, um mundo sem Deus.

 

É fácil perceber que fomos doutrinados a pensar somente na nossa felicidade, nas nossas conquistas e vitórias e esquecemos que, somente seremos felizes, se todos assim formos.

 

Deus nos criou para vivermos em unidade uns com os outros... Em feliz harmonia, assim como vivem os santos e anjos do céu. Por isso viemos de uma estrutura familiar bem definida, aonde cada um traz em si talentos e dons que completam o outro.

 

Dentro dessa estrutura podemos perceber que grandes virtudes nos são concedidas, pois aprendemos a repartir, a ajudar, a contribuir, a pensar no outro, a desejar a felicidade do outro... Em síntese, aprendemos a amar.

 

Porém, essa base fundamental que é a família está sendo destruída pela sociedade, provocando o nascimento de uma geração que não conhece o amor.

 

Então como fazer para ajudar a reverter esse quadro tão triste e desumano? A resposta é simples: Conheça você primeiro o AMOR! E aqui não falo de afeto e sim Daquele que é o Amor: Deus!

 

"Deus é amor. Todo aquele que permanece no amor permanece em Deus e Deus nele." (I Jo 4, 16).

 

Quando conhecemos O AMOR não conseguimos retê-lo somente conosco, sentimos que precisamos repartí-lo, e assim assumimos a linda missão de construirmos o céu aqui na terra.

 

O céu aqui na terra é possível, mas precisa ser construído e a ferramenta é o amor.


Deus abençoe!

 

LiviaAmorim
Lívia Amorim
Cofundadora da Comunidade Família em Missão

O Sarcedote

santo-cura-de-arsTenho refletido muito sobre nossos sacerdotes e vejo uma grande derrota da humanidade em face do conceito que se tem de tal grandeza. O demônio sempre nos oferece o que é vil para Deus, e nos tira o que é rico para Ele. Nos tem tirado a preciosidade do ministério sacerdotal, tem tornado o padre somente um homem e isso ele não é.

 

Esse texto de São Cura D'ars me emocionou muito quando o li. Foi transcrito por meu tio avo na sua ordenação sacerdotal, tronou-se monsenhor e por sua intercessão, fez chegar as minhas mãos o que passo para os que lêem agora. Peço, antes, que o divino Espirito Santo ilumine seu entendimento e lhe conceda o amor necessário a esses "homens Deus" cuja escolha beneficia imensamente a mim, a ti e a toda humanidade. Segue:

 

O Sacerdote

 

Meus filhos, chegamos ao sacramento da Ordem. É um sacramento que parece não dizer respeito a nenhum dentre vós, e que diz respeito a toda gente. Este sacramento eleva o homem até Deus.


Que é o sacerdote? Um homem que ocupa o lugar de Deus, um homem que é revestido de todos os poderes de Deus. “Ide, diz Nosso Senhor ao sacerdote. Assim como meu Pai me enviou, assim eu vos envio... Todo o poder me foi dado no céu e na terra. Ide, pois, instrui todas as nações... Quem vos escuta a mim escuta, quem vos despreza a mim despreza”.


Quando o padre perdoa os pecados, ele não diz: “Deus vos perdoe”, mas sim: “Eu vos absorvo”. Na Consagração não diz: “Isto é o corpo do Nosso Senhor”, porém: “Isto é o meu corpo”.


S. Bernardo diz que tudo nos vem por Maria. Pode-se dizer também que tudo nos vem pelo sacerdote: sim, todas as venturas, todas as graças, todos os dons celestes.

 

Se não tivéssemos o sacramento da Ordem, não teríamos Nosso Senhor. Quem O pôs aí neste tabernáculo? O padre. Quem recebeu vossa alma à entrada na vida? O padre. Quem a alimenta para lhe dar a força de fazer sua peregrinação? O padre. Quem a prepara para comparecer perante Deus, Levando essa alma pela primeira vez no Sangue de Jesus Cristo? O padre, sempre o padre. E se ela vier a morrer, quem a ressuscitará? Quem lhe restituirá a calma e a paz? Ainda o padre. Não vos podeis lembrar de um só beneficio de Deus sem encontrardes, ao lado dessa lembrança, a imagem do padre.


Ide-vos confessar à Santíssima Virgem ou a um anjo: eles o absorverão? Não. Dar-vos-ão o Corpo e o Sangue de Nosso Senhor? Não. A Santíssima Virgem não pode fazer descer seu divino Filho à hóstia. Tivésseis aí duzentos anjos, eles não poderiam absorver-vos. Um padre, por mais humilde que seja, pode-o. Pode dizer-vos: “Ide em paz, eu vos perdoo”. Óh como é grande o padre!


O padre só será compreendido no céu... Se o compreendêssemos na terra, morreríamos, não de pavor, mas de amor...


Os outros benefícios de Deus de nada valeriam sem o padre. De que serviria uma casa cheia de ouro, se não tivésseis quem vos abrisse a porta? O padre tem as chaves dos tesouros celestes. É ele quem abre a porta. Ele é o ecônomo de Deus, o administrador de seus bens.


Se não fosse o padre, a morte e a paixão de Nosso Senhor de nada serviriam. Vede os povos selvagens: que lhe adiantou ter morrido Nosso Senhor? Ai! Eles não poderiam gozar dos benefícios da redenção, enquanto não tivessem padres que lhes apliquem o precioso Sangue.


O padre não é padre para si: não da a si a absolvição, não administra a si os sacramentos. Ele não é para si, é para vós.


Depois de Deus, o sacerdote é tudo... Deixai uma paroquia vinte anos sem padre, adorarão ali animais.


Se o Sr. Missionário e eu fossemos embora, vós diríeis: “Que fazer nesta igreja? Não há mais missa, Nosso Senhor não está mais nela, tanto vale rezar em casa...”


Quando se quer destruir a religião, começa-se por atacar o padre, porque onde quer que não haja padre, não haverá mais sacrifício, e onde não houver mais sacrifício, não haverá mais religião.


Quando o sino vos chama à igreja, se vos perguntassem: “onde ides?” podereis responder: “vou alimentar minh’alma”. Se vos perguntassem, apontando-vos o tabernáculo: “De que é essa porta dourada?” – É do refeitório de minha alma. – Quem é quem tem a chave dele, quem faz as provisões, quem apronta o festim, quem serve à mesa? – É o padre. – E a comida? – É o precioso Corpo de Nosso Senhor...” Ó meu Deus meu Deus, como amastes!... 
Vede o poder do padre! A palavra do padre, de um pedaço de pão faz um Deus! É mais do que criar o mundo, perguntou alguém: "Santa Filomena obedece ao Cura d'Ars?" certo, ela bem pode obedecer-lhe, já que Deus lhe obedece.


Se eu encontrasse um padre e um anjo, cumprimentaria o padre antes de cortejar o anjo. Este é o amigo de Deus, mas o padre faz as vezes de Deus... Santa Teresa beijava o lugar onde um padre havia passado...


Quando virdes um padre deveis dizer: "Eis aquele que me tornou filho de Deus e me abriu o céu pelo santo batismo, aquele que me purificou depois do meu pecado, que alimentou minha alma..." A vista de um compenário podeis dizer: "Que há ali naquela igreja? - O Corpo de Nosso Senhor. - E por que está ali? - Porque um padre ali passou e disse missa".


Que alegria tinham os apóstolos depois da ressurreição de Nosso Senhor, por verem o Mestre que tanto amavam! O padre deve ter a mesma alegria vendo Nosso Senhor entre seus dedos... Dá-se grande valor aos objetos tocados na escuda da Santíssima Virgem e do Menino Jesus em Loreto. Mas, os dedos do padre, que tocam a Carne adorável de Jesus Crsito, que mergulham no cálice onde está o seu Sangue, no cibório onde está o seu Corpo, não são, porventura, mais preciosos?...


O sacerdote é o amor do Coração de Jesus. Quando virdes o padre, pensai em Nosso Senhor Jesus Cristo.

(MONNIN, "L'esprit du Curé d'Ars")

 

 

Paulo Amorim

Paulo Amorim

Fundador da Comunidade Família em Missão

 

 

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