Esperança

Se em Deus depositamos também a Esperança, se Nele esperamos, finalmente o encontraremos

Testemunho - Dignidade devolvida

Testemunho de Gabi que teve sua dignidade de filha de Deus resgatada após seu encontro pessoal com Jesus. O Senhor a conduziu a um processo de conversão diária, luta verdadeira pela santidade.

Artigos

Quem beber desta água não terá mais sede (Jo 4, 14)

SFC 12.5.15 - JesusO maior presente que toda pessoa pode receber se chama: Espírito Santo. É, portanto, o presente enviado por Deus para todos os seus filhos, ou seja, para todos nós. Ele é o prometido do Pai, o consolador, o defensor, aquele que intercede, aquele que Jesus nos apresenta por meio da sagrada escritura como o Paráclito: “Quando vier o Paráclito, que vos enviarei da parte do Pai, o Espírito da Verdade, que procede do Pai, ele dará testemunho de mim” (João 15, 26). Por isso, quando se aproxima o momento da partida de Jesus, Ele promete a vinda do Espírito Santo, o Espírito da Verdade, que revelará Jesus como o caminho, a verdade e a vida para todos os filhos de Deus.


E que Espírito da Verdade é esse? É o presente que nosso Senhor nos envia para revelar a Sua verdade, que revelará a nossa verdade, aquilo que verdadeiramente somos e não o que dizem que devemos ser. Assim acontece a revelação da nossa essência que, por vezes, está escondida por causa dos nossos medos, das inseguranças, da timidez e da não aceitação de nós mesmo, por exemplo. Escondidos dentro de nós, esses sentimentos se transformam em máscaras, desfigurando, assim, a nossa imagem, a nossa beleza interior criada por Deus. Com a presença desse Espírito, Deus nos devolve a nós mesmo, devolve a nossa essência (aquilo que verdadeiramente somos), nos livrando das prisões interiores de nossa alma.


E foi dessa forma que o Senhor também agiu em minha vida. Através de experiências com Ele, pude redescobrir quem eu verdadeiramente era e reorganizar tudo em minha vida. Mas para que toda essa transformação acontecesse, houve um fator importante, que foi minha participação em um Seminário de Vida no Espírito Santo. Por meio desse Seminário pude ter um encontro pessoal com o Senhor, pude tocar em Seu amor e compreender que Ele me amava como eu era, sem exigir condições, me amava sem reservas.


Tal amor me constrangeu e ao mesmo tempo me levou a desejá-lo cada vez mais. Como uma fonte que transborda de água, eu queria constantemente transbordar desse amor, dessa água viva, para que minha alma nunca mais padecesse pela sede que eu tinha de Deus, pois diz Jesus que “Quem beber desta água, jamais terá sede”. Sendo assim, o Espírito Santo é a água viva que jorra e transborda no coração daqueles que O buscam e O acolhem em seu coração, em sua vida.

 

SFC - Erica


Érica Nadir
Consagrada da Comunidade Família em Missão

VI Seminário de Vida no Espírito Santo

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Com o tema “Quem beber desta água não terá mais sede”, acontecerá o VI Seminário de Vida no Espírito Santo da Comunidade Família em Missão. 

Que ocorrerá nos dias 16 e 17 de maio de 2015, no Romanos Hotéis e Eventos, localizado à Rua Padre Pedro de Alencar, 2230, Messejana. 

 

Você que quer fazer essa experiência viva no Espírito Santo, entre em contato conosco através dos telefones: 85 8869.9777 ou 9958.2891.

Garanta sua vaga!!!

 

Será uma grande alegria partilharmos este momento juntos! 

Sou Família Contigo!

 

Veja aqui as fotos do nosso V Seminário de Vida no Espírito Santo e partilhe conosco a linda experiência de ser de Deus.

SEMANA SANTA

SFC 2.4.15 - Semana Santa
Durante esta semana, é primordial viver cada dia conforme nos orienta a liturgia. A liturgia “não esgota toda a ação da Igreja” (SC, n.9) Assim, a liturgia é a orientação de onde nasce a ação da Igreja e donde emana a sua força. Logo, nós católicos, temos sim o compromisso de não só nessa Semana Santa, mas durante todo o ano litúrgico viver cada tempo. ESSE é O mais IMPORTANTE, pois através dele podemos receber os frutos do sacrifício de Cristo no calvário: nossa salvação.


Todo batizado é chamado a configurar-se a Cristo durante toda Semana e, em especial, durante o Tríduo pascal. É incompreensível querer ser íntimo de Jesus e não estar com Ele durante esses dias de dores. Para um bom católico, a Semana Santa não pode ser um feriado, mas deve ser vivida juntamente com a liturgia de cada dia que nos permite, no tempo atual, vivermos a mesma experiência dos discípulos: “entristecer-se com a morte de Cristo, mas com a Sua Ressureição criar coragem e levar a Boa Nova até aos confins deste mundo.”

 

DOMINGO DE RAMOS:


- Celebração dominical que dá início a Semana Santa.
- Faz-se a memória da entrada de Jesus em Jerusalém com uma procissão de entrada solene, aspersão de água benta e a benção dos ramos. Estes ramos por estarem bentos não devem ser jogados ao lixo.  
- Paramentos deste dia são sempre vermelhos.

 

SEGUNDA, TERÇA E QUARTA FEIRA DA SEMANA SANTA:


- Nestes dias não se tem uma obrigatoriedade de participar da santa missa, mas para aqueles que podem é bom que participem.
-Algumas igrejas, paróquias ou comunidades criam programação especial.
- Paramentos voltam a ser na cor roxa.
- Nesses dias, é bom que se busque o sacramento da reconciliação (confissão) para bem viver o Tríduo pascal.

 

QUINTA FEIRA DA SEMANA SANTA: (Inicio do Tríduo pascal)


- Nela, cada Bispo reúne o seu clero e celebra a Missa da renovação do sacerdócio, pois neste dia Jesus instituiu o Sacerdócio católico e a sagrada Eucarística.
- É feita a bênçãos dos três óleos sagrados: Óleo do Crisma, Óleo dos Catecúmenos, Óleo dos Enfermos. Eles são utilizados respectivamente para os sacramentos da Confirmação, do Batismo e da Unção dos Enfermos. Segundo a tradição da Igreja, essa bênção ocorre nesta data porquê na Igreja primitiva o Batismo, a Crisma e a Primeira Eucarística aconteciam somente na Vigília Pascal.


- INSTITUIÇÃO DA EUCARÍSTIA E CERIMONIA DO LAVA-PÉS, realiza-se hoje a Missa da Ceia do Senhor na qual Jesus institui:
Sagrada Eucaristia – quando ofereceu sob a espécie do Pão e Vinho o seu Corpo e o seu Sangue.
Instituição do Sacerdócio – quando disse aos doze “fazei isto em memória de mim”.

Lava-Pés – que lembra o gesto de Jesus na Última Ceia. Sendo um gesto de humildade e exemplo para todos. “Eu vim para servir”
- Nessa missa deve ocorrer a consagração de pão suficientes para esta missa e para a comunhão de Sexta-feira da Paixão, onde não pode ocorrer consagração em sinal de espera.
- Nessa missa omite-se o rito final e termina com a chamada Procissão do Translado do Santíssimo Sacramento ao altar-mor da igreja para uma capela, onde se tem o costume de fazer a adoração do Santíssimo durante toda à noite. Essa ação simboliza a prisão do Senhor. Devemos ser tomados por este sentimento de que Jesus está preso e será morto por nossa culpa.
- Após a Missa o altar é desnudado; ele é o símbolo do Cristo aniquilado, despojado, flagelado e morto por nossos pecados.
- Os paramentos estão na cor branca simbolizando a memória de Jesus na Santa Ceia.

 

SEXTA-FEIRA DA SEMANA SANTA (PAIXÃO DO SENHOR):


- Este dia deve ser de profundo respeito diante da morte de Jesus. É um dia de silêncio, jejum e oração. Não se deve trabalhar, se divertir, etc.
- Não temos missa neste dia, mas devemos ir a celebração da Paixão do Senhor que consta de três partes: liturgia da palavra, adoração da cruz e comunhão eucarística. Geralmente esta celebração da paixão é realizada as 15 horas, mas pode ocorrer em outro horário.
- Depois deste momento não há mais comunhão eucarística até que seja realizada a celebração da Páscoa, no Sábado Santo.
- A Igreja concede uma Indulgência plenária aos que neste dia participam piedosamente da veneração da Santa Cruz e beijam devotamente o Santo Lenho (Cf. Enchiridion Indulgentiarum, n. 17). Por isso, é importante levar uma cruz para essa celebração da Paixão.
- Ainda em alguns lugares pode ocorrer o Ofício das trevas ou o Sermão das Sete Palavras.
- Algumas paróquias a noite fazem encenação da Paixão de Jesus Cristo com o Sermão da Descida da Cruz e em seguida a Procissão do Enterro.
- Paramentos estão hoje na cor vermelha simbolizando o martírio de Jesus.

 

SÁBADO SANTO OU DE ALELUIA


- Dia de silêncio e espera na sepultura do Senhor. A Igreja detém-se ante o Sepulcro do Senhor crucificado e espera sua Ressurreição, com a Vigília pascal.
- Vigília Pascal que é o ápice do ano litúrgico. Essa celebração só pode ocorrer a noite e deve terminar antes da aurora do Domingo. É chamada “A Mãe de todas as santas vigílias”, porque a Igreja mantém-se de vigília à espera da vitória do Senhor sobre a morte.
- Esta Vigília Solene é composta em cinco partes:
1 – bênção do fogo novo e do Círio Pascal (Vela grande que é benzida e solenemente introduzida na Igreja no início da vigília pascal). Algumas celebrações iniciam-se no escuro simbolizando essa celebração da Luz. O Círio Pascal fica no presbitério durante todo esse período de páscoa e deve ser aceso em todas as celebrações deste período. O Círio pascal aceso simboliza o Cristo ressuscitado.
2 – a proclamação da Páscoa, que é um canto de júbilo anunciando a Ressurreição do Senhor;
3 – a Liturgia da Palavra, que é uma série de leituras composta por sete do Antigo Testamento e duas do Novo totalizando nove leituras todas sobre a história da Salvação.
4 - a renovação das promessas do Batismo, pode até ocorrer o Batismo de alguma criança.
5 – a Liturgia Eucarística
- O paramento é branco durante toda a vigília.


DOMINGO DA PÁSCOA NA RESSURREIÇÃO DO SENHOR


- A palavra páscoa vem do hebreu Peseach e significa “passagem”. Era vivamente comemorado pelos judeus do Antigo Testamento em memória a libertação do povo do Egito. Jesus porém voltou no mesmo período para dá a verdadeira liberdade, destruindo a morte e renovando a vida com a ressureição. Essa é a verdadeira Páscoa.
- Neste dia iniciamos o Tempo Pascal que são 50 dias começando hoje e indo até o Domingo de Pentecostes, gerando assim oito domingos de Páscoa que chamamos a oitava da Páscoa. É um tempo de alegria, exultação, festa. São dias de Páscoa e não após a Páscoa. Nesses dias não devemos fazer jejum.
- A Ressureição de Jesus Cristo é o ponto central e mais importante da fé cristã. Através da sua Ressureição Jesus prova que a morte não é o fim e que Ele é verdadeiramente, o Filho de Deus.
- Paramentos, para este dia e toda a oitava de páscoa, são brancos.

 

Rezemos com São Nicolau de Flue:
“Meu Senhor e meu Deus, retira tudo de mim o que me separa de ti. Meu Senhor e meu Deus, dá tudo a mim o que me conduz para Ti. Meu Senhor e meu Deus, retira-me de mim e dá-me todo inteiro a Ti”

 

 

Uma Santa Semana Santa!

 

Fabiana Lucena

Fabiana Lucena
Consagrada da Comunidade Família em Missão

 

 

Texto embasado:
- Diretório da Liturgia e da Organização da Igreja no Brasil, 2015 – (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil)
- Para entender e celebrar a liturgia – Prof. Felipe Aquino – (Editora Cléofas).

Por que a Igreja cobre as imagens dos santos na Quaresma?

Igreja
Esse costume da igreja é muito antigo e antes era algo obrigatório, hoje é facultativo. Uma igreja ao decidir cobrir com pano roxo as suas imagens, cruzes ou quadros leva o fiel que entra na igreja a uma reflexão sobre a Paixão de Cristo. Tudo fica coberto para que o foco seja o Altar, o Santo Sacrifício a Paixão.


O grande intuito também é a valorização da simbologia litúrgica algo tão rico dentro da igreja, mas infelizmente em desuso nos dias atuais. A simbologia desse ato é para que percebamos visualmente a diferença dos tempos litúrgicos, para que entremos mais facilmente nesse mistério Pascal e para que vivamos mais profundamente o tempo Quaresmal. Assim, com esse espaço litúrgico, nada alegre, é tempo de refletirmos sobre os sofrimentos de Cristo.


Algumas igrejas logo no início da Quaresma já cobrem suas imagens outras a partir do quinto Domingo da quaresma ou ainda apenas na Semana Santa. Na sexta-feira da paixão já se descobrem as cruzes. As imagens são descobertas apenas na celebração Pascal devolvendo assim a alegria e o colorido da igreja juntamente com o canto do Glória.

 

 

Fabiana Lucena

Fabiana Lucena

Consagrada da Comunidade Família em Missão

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