Esperança

Se em Deus depositamos também a Esperança, se Nele esperamos, finalmente o encontraremos

Testemunho - Dignidade devolvida

Testemunho de Gabi que teve sua dignidade de filha de Deus resgatada após seu encontro pessoal com Jesus. O Senhor a conduziu a um processo de conversão diária, luta verdadeira pela santidade.

Francisco: cristãos vivam em harmonia, não em tranquilidade

SFC 6.4.16   Homilia do Papa 57443O Pontífice celebrou nesta terça-feira (05/04), a missa matutina na capela da Casa Santa Marta, no Vaticano. E baseou a sua homilia, como habitualmente, nas leituras do dia.


Um só coração, uma só alma, nenhum pobre e bens distribuídos segundo as necessidades. Os sentimentos e o estilo de vida da primeira comunidade cristã podem ser resumidos em uma única palavra, segundo os Atos dos Apóstolos: harmonia.

 

A harmonia e seu inimigo


Uma palavra sobre a qual é preciso um consenso – afirma o Papa no início da homilia, porque não se trata de uma concórdia qualquer, mas de um dom do céu para quem renasceu do Espírito Santo, como os primeiros cristãos:


“Nós podemos fazer acordos, uma certa paz... mas a harmonia é uma graça interior que somente o Espírito Santo pode promover. E estas comunidades viviam em harmonia, e os sinais da harmonia são dois: ninguém fica na necessidade, porque tudo era em comum. Em que sentido? Tinham um só coração, uma só alma e ninguém considerava o que lhe pertencia como propriedade, porque tudo era em comum. Ninguém deles era carente. A verdadeira ‘harmonia’ do Espírito Santo tem uma relação muito forte com o dinheiro: o dinheiro é inimigo da harmonia; o dinheiro é egoísta e, por isso, todos davam o que tinham para que não faltasse nada a ninguém”.

 

Harmonia não é tranquilidade


O Papa se detém sobre este aspecto e repete o exemplo virtuoso oferecido pelo trecho dos Atos, o de Barnabé, que vende sua terra e entrega o dinheiro aos Apóstolos. No entanto, os versículos seguintes, não incluídos na leitura do dia, propõem outro episódio, oposto ao primeiro, que Francisco cita: o de Ananias e Safira, um casal que finge dar o arrecadado com venda de suas terras, mas na realidade retém uma parte do dinheiro; uma escolha que para eles terá um preço muito amargo, a morte. Deus e o dinheiro são dois patrões “cujo serviço é irreconciliável”, repete Francisco, que logo depois esclarece também o equívoco que pode surgir sobre o conceito de ‘harmonia’. Não se trata – afirma – de ‘tranquilidade’.


“Uma comunidade pode ser muito tranquila, em que tudo vai bem: tudo funciona… Mas não está em harmonia. Uma vez, ouvi dizer de um bispo algo muito sábio: ‘Na diocese há tranquilidade. Mas se você tocar um problema, ou este ou aquele outro problema, logo começa a guerra’. Esta seria uma harmonia negociada, e esta não é a do Espírito Santo. É uma harmonia – digamos – hipócrita, como aquela de Ananias e Safira com aquilo que fizeram”.

 

O Espirito e a coragem


Francisco conclui convidando à releitura dos Atos dos Apóstolos sobre os primeiros cristãos e sua vida em comum. “Nos fará bem”, disse ele, para entender como testemunhar a novidade em todos os ambientes em que se vive. Consciente de que, assim como para a harmonia, também no empenho do anúncio se colhe o sinal de outro dom:


“A harmonia do Espirito Santo nos dá esta generosidade de não ter nada próprio enquanto há alguém necessitado. A harmonia do Espírito Santo nos dá uma segunda postura: ‘Com grande força, os apóstolos davam testemunho da Ressurreição do Senhor Jesus, e todos regojizavam de grande favor’, isto é, de coragem. Quando existe harmonia na Igreja, na comunidade, existe coragem, a coragem de testemunhar o Senhor Ressuscitado”.

 

Fonte: News Vatican

Conheça a santa a quem Jesus revelou a devoção da Divina Misericórdia

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“As almas que divulgam o culto da Minha misericórdia, Eu as defendo por toda a vida como uma terna mãe defende o seu filhinho e, na hora da morte, não serei para elas Juiz, mas sim, Salvador misericordioso”, disse o Senhor à sua serva Santa Faustina Kowalska, a quem revelou o desejo de instituir a Festa da Divina Misericórdia, sua devoção, bem como a imagem de Jesus Misericordioso.

 

Santa Faustina nasceu na Polônia em 1905. No dia em que foi receber a Primeira Comunhão, beijou as mãos de seus pais para demonstrar sua pena por tê-los ofendido. Costumava ajudar em casa com as tarefas da cozinha, ordenhando as vacas e cuidando de seus irmãos. Frequentou a escola, mas só pôde completar três trimestres porque foi dada uma ordem que os alunos mais velhos tinham que sair para dar lugar às crianças mais novas.

 

Aos 15 anos, começou a trabalhar como empregada doméstica e sentiu mais fortemente o chamado à vocação religiosa. Contou esta inquietude a seus pais em várias ocasiões, mas eles se opuseram. Foi assim que se entregou às vaidades da vida, sem fazer caso do chamado que experimentava, até que escutou a voz de Jesus que lhe pediu para deixar tudo e ir a Varsóvia para entrar em um convento.

 

Sem despedir-se pessoalmente de seus pais, foi para Varsóvia apenas com um vestido. Lá, falou com um sacerdote, o qual conseguiu hospedagem na casa de uma paroquiana. Batia à porta de vários conventos, mas era rejeitada.

 

Foi recebida na Casa Mãe da Congregação das Irmãs de Nossa Senhora da Misericórdia, mas antes teve que trabalhar como doméstica um ano para pagar seu ingresso. Poucas semanas depois, teve a tentação de deixar o convento e teve uma visão na qual Jesus apareceu com seu rosto destroçado e coberto de chagas.

 

Ela perguntou: “Jesus, quem te feriu tanto?”. O Senhor respondeu: “Esta é a dor que me causaria deixar este convento. É aqui onde te chamei e não a outro; e tenho preparadas para ti muitas graças”.

 

Mais tarde, foi enviada para o noviciado, tomou o hábito religioso e chegou a pronunciar seus primeiros votos e os perpétuos. Entre suas irmãs, serviu como cozinheira, jardineira e até mesmo porteira.

 

A esta simples mulher, piedosa, mas também alegre e de caritativa, Jesus apareceu em diversas ocasiões mostrando-lhe o seu infinito amor misericordioso pela humanidade. Da mesma forma, Deus lhe concedeu estigmas ocultos, dons de profecia, revelações e o Terço da Divina Misericórdia.

 

“Nem as graças, nem as revelações, nem os êxtases, nem nenhum outro dom concedido à alma a fazem perfeita, mas sim a comunhão interior com Deus... Minha santidade e perfeição consistem na íntima união da minha vontade com a vontade de Deus”, escreveu uma vez.

 

Em 5 de outubro de 1938, após longos sofrimentos suportados com grande paciência, partiu para a Casa do Pai. No ano 2000, foi canonizado pelo seu compatriota João Paulo II, que estabeleceu o segundo domingo de Páscoa como “Domingo da Divina Misericórdia”.

 

Fonte: ACI Digital

Papa: cristão seja homem do “sim” a Deus

SFC 4.4.16   Homilia do Papa 6cd73Depois das celebrações pascais, o Papa Francisco retomou nesta segunda-feira (04/04) as Missas matutinas na Casa Santa Marta.

 

O Pontífice dedicou sua homilia à hodierna solenidade da Anunciação do Senhor, celebrada no Vaticano. Aliás, disse ele, a história da humanidade foi feita de uma “corrente” de “sim” a Deus, à esperança do Senhor, a partir de Abraão e Moisés.

 

Abraão obedece ao Senhor, aceita o seu chamado e parte de sua terra sem saber onde chegaria. Isaías, quando o Senhor lhe pede que fale a seu povo, responde que tem os “lábios impuros”. Então o Senhor purifica os seus lábios e Isaías diz "sim!". O mesmo vale para Jeremias, que se considerava incapaz de falar, mas depois diz “sim" ao Senhor:

 

O "sim" de Nossa Senhora

 

“E hoje, o Evangelho nos fala do final desta corrente de sim, e do início de outro “sim”, que começa a crescer: o ‘sim’ de Maria. E este ‘sim’ faz com que Deus não somente olhe para o homem, não somente caminhe com o seu povo, mas que se faça um de nós e tome a nossa carne. O ‘sim’ de Maria que abre a porta ao sim de Jesus: ‘Eu venho para fazer a Tua vontade’, este ‘sim’ que acompanha Jesus toda a vida, até à Cruz”.

 

Francisco se detém no sim de Jesus que pede ao Pai para afastar dele o cálice, mas acrescenta: “Seja feita a tua vontade”. Em Jesus Cristo “está o sim de Deus: Ele é o sim”.

 

“Este é um dia bonito para agradecer ao Senhor por nos ter ensinado este caminho do sim, mas também para pensar em nossa vida”, disse o Pontífice. Um pensamento que o Papa dirige em particular a alguns sacerdotes presentes, que celebram 50 anos de ordenação.

 

Festa do "sim"

 

“Todos nós, todos os dias, devemos dizer sim ou não e pensar se sempre dizemos sim ou se muitas vezes nos escondemos, com a cabeça baixa, como Adão e Eva, para não dizer não, mas fazer como aquele que não entende, que não entende o que Deus pede. Hoje, é a festa do sim. No sim de Maria se encontra o sim de toda a História da Salvação e começa ali o último sim do homem e de Deus.”

 

Ali, acrescentou o Papa, “Deus recria, como no início que com um sim fez o mundo e o homem, aquela Criação bonita” e agora com este sim “maravilhoso recria o mundo, recria todos nós. É o sim de Deus que nos santifica, que nos faz ir adiante em Jesus Cristo”:

 

“É um dia para agradecer ao Senhor e nos perguntar: Sou homem ou mulher do sim, ou sou homem ou mulher do não, ou sou homem ou mulher que olha para o outro lado para não responder? Que o Senhor nos dê a graça de entrar neste caminho de homens e mulheres que souberam dizer sim.”


Fonte: News Vatican

Papa: escrever o Evangelho com gestos de misericórdia

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3 de abril, Domingo da Divina Misericórdia – na Missa na Praça de S. Pedro o Papa Francisco afirmou, neste II Domingo da Páscoa, que o Evangelho é o livro da Misericórdia de Deus, um livro aberto onde podemos escrever com gestos concretos de amor e de misericórdia.


O Santo Padre falou da humanidade ferida que traz consigo as cicatrizes e a dor da incerteza. Francisco recordou que “cada enfermidade pode encontrar na Misericórdia de Deus um socorro eficaz”. A ajuda da Misericórdia de Deus está no Evangelho, um livro aberto para “ler e reler” com “gestos concretos” – disse o Papa:


“Nem tudo foi escrito, o Evangelho da misericórdia permanece um livro aberto, onde continuar a escrever os sinais dos discípulos de Cristo, gestos concretos de amor, que são o testemunho melhor da misericórdia. Somos todos chamados a tornarmo-nos escritores vivos do Evangelho.”


Os gestos concretos de que fala Francisco devem ser “simples” e até mesmo “invisíveis” – observou – para levarem a ternura e a consolação de Deus.


O Santo Padre recordou que de um lado existe a atitude dos discípulos no dia de Páscoa que têm medo e “fecham as portas de casa”. Por outro lado há a missão de Jesus que os “envia no mundo a levar o anúncio do perdão”.


Mas o caminho é só um – declarou o Papa: “sair de nós mesmos para testemunhar a força restauradora do amor que nos conquistou”.


É esta a paz que Cristo traz no dia de Páscoa – afirmou o Papa – a paz que vem “do coração do Ressuscitado, a paz que venceu o pecado, a morte e o medo”.


Fonte: Rádio Vaticano

Hoje a Igreja celebra a Anunciação do Senhor

SFC 4.4.16   Solenidade da Anunciacao 4e618Todo ano, no dia 25 de março – nove meses antes do Natal –, a Igreja celebra a Solenidade da Anunciação. Entretanto, como neste ano a data coincidiu com a Sexta-feira Santa, foi transferida para o primeiro dia após o Domingo da Misericórdia, ou seja, este 4 abril.

 

Em artigo intitulado “E o Verbo se fez Carne”, o Arcebispo do Rio de Janeiro, Cardeal Orani João Tempesta, assinala que “a catequese sempre fez coincidir a Anunciação e a Encarnação”.

 

“Estes mistérios – explica o Cardeal – começaram a ser celebrados liturgicamente, provavelmente depois da edificação da basílica constantiniana sobre a casa de Maria, em Nazaré, no século IV”.

 

Uma festa que durante séculos teve, sobretudo, caráter mariano mas que, após o Concílio Vaticano II, o Beato Paulo VI lhe devolveu o título de “Anunciação do Senhor”. Dessa forma, sublinha o Arcebispo, o Papa repôs o “seu caráter predominantemente cristológico”.


Trata-se, explica, de uma “celebração (que) era e é festa de Cristo e da Virgem: do Verbo que se torna filho de Maria, e da Virgem que se torna Mãe de Deus (Marialis cultus 6)”.

 

Nesta festa, o tema central “é o Verbo Divino, que assume nossa natureza humana, sujeitando-se ao tempo e espaço”.

 

Conforme ressalta o Cardeal, contempla-se neste dia “o mistério do Deus Todo-Poderoso, que, na origem do mundo, cria todas as coisas com sua Palavra, porém, desta vez escolhe depender da Palavra de um frágil ser humano, a Virgem Maria, para poder realizar a Encarnação do Filho Redentor”, como apresenta o Evangelho de São Lucas, em seu capítulo primeiro.

Dom Orani recorda que esta solenidade “é o dia de proclamarmos: ‘E o Verbo se fez carne e habitou entre nós’”, fazendo assim, “memória do início oficial da Redenção de todos”. Mas, também é a festa para “celebrar o ‘fiat’ (faça-se) da Virgem Maria, que pôs fim à espera de Adão, de Abraão, de Davi, de todos os Patriarcas e Profetas e também a nossa, pois estávamos esmagados pela sentença da condenação”.

 

Ao citar as palavras do Credo Niceno-Constantinopolitano, o Arcebispo do Rio explica que a tradição ensina que “o Filho de Deus, gerado do Pai antes de todos os séculos, se fez carne no ventre da Virgem Maria, que O concebeu antes de tudo em seu coração por meio do seu ‘Faça-se em mim segundo a tua palavra’”.

 

Em síntese, o Purpurado demonstra que nesta festa se observa “a explicitação da disponibilidade de ambos para fazerem a vontade divina; é uma disponibilidade separada por qualidade e quantidade de consciência, mas que converge na finalidade de obediência total ao projeto de Deus: ‘Ecce venio, ecce ancilla’, eis que venho! Eis a serva!”.

 

“A atitude de obediência irá aproximar a mãe e o filho, Maria ‘anunciada’ e Jesus Cristo ‘anunciado’. Ambos pronunciam o seu ‘Eis-me aqui’”, indica.

 

Por fim, nesta data, o Cardeal convida todas a rezarem com a Igreja: “Ó Deus, quisestes que vosso Verbo se fizesse homem no seio da Virgem Maria; dai-nos participar da divindade do nosso Redentor, que proclamamos verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Por nosso Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo”.

 

Fonte: ACI Digital

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