Esperança

Se em Deus depositamos também a Esperança, se Nele esperamos, finalmente o encontraremos

Testemunho - Dignidade devolvida

Testemunho de Gabi que teve sua dignidade de filha de Deus resgatada após seu encontro pessoal com Jesus. O Senhor a conduziu a um processo de conversão diária, luta verdadeira pela santidade.

5 maneiras do demônio atacar durante a Quaresma

3   Tentações na Quaresma 7d119
E disse o Senhor a Satanás: Eis que tudo quanto ele tem está na tua mão; somente contra ele não estendas a tua mão. E Satanás saiu da presença do Senhor 
 (Jó 1, 12)

 

Jesus foi tentado no deserto. E a Quaresma é um tempo de deserto. De acordo com o Catecismo, durante “Todos os anos, pelos quarenta dias da Grande Quaresma, a Igreja une-se ao mistério de Jesus no deserto” (item 540). Portanto, faz sentido que também pudéssemos sentir mais tentações neste momento. Mas Deus não permite qualquer coisa, a não ser que possa ser usada para o bem; Ele pode até mesmo usar a tentação e ataques do diabo para a nossa conversão, transformação e santidade.

 

Aqui estão alguns ataques que tenho reconhecido e as respostas que eu encontrei. Você já experimentou alguma destas tentações nesta Quaresma?

 

  1. A tentação da distração

A Quaresma pode ser um tempo de grandes realizações espirituais e humanas. Diante disso, o diabo quer nos desencorajar e fazer desistir. A única coisa que a Quaresma deve ser é sobre Deus, não sobre nossas próprias atividades, por bem-intencionadas que possam ser.

 

É melhor pedir a Deus para nos ajudar a concentrar em uma coisa fundamental durante a Quaresma, e depois, apesar das nossas falhas, pedir-lhe a graça de perseverar.

 

  1. A tentação de Julgar

“Foi o orgulho que transformou anjos em demônios, mas é a humildade que faz de homens anjos”.― Santo Agostinho

 

Se somos naturalmente mais disciplinados ou temos mais força de vontade do que aqueles que nos rodeiam, na Quaresma surge a tentação de nos compararmos favoravelmente em relação aos outros. Isto é exatamente o que o diabo quer. Ele quer que pensemos que somos melhores que os outros e, assim, crescermos no orgulho, que é precisamente do que devemos nos arrepender durante a Quaresma.

 

Se tivermos essa tendência, ou experimentarmos isso nesta Quaresma, o melhor antídoto é escolher uma penitência que é absolutamente impossível de alcançar perfeitamente e que desafia a nossa tendência para o orgulho. Isto ajuda-nos a perceber que Quaresma não é ser perfeito, ser julgador. Trata-se de perceber que, mesmo com os dons naturais que Deus nos deu, ainda somos pecadores e necessitamos da Sua graça.

 

  1. A tentação do Auto-aperfeiçoamento

Nas penitências da Quaresma podemos querer perder peso ou excluir um mau hábito que se tornou uma irritação em nossas vidas, ao invés de crescer perto de Deus. E o diabo adoraria que a Quaresma fosse sobre nós. Mas a Quaresma não é sobre isso.

 

Como o Padre Anthony Gerber apontou em um excelente post sobre este assunto: “Quaresma é… sobre falhar miseravelmente – sobre você chegar a esta terceira semana e fazer a difícil escolha dos pregos e espinhos do amor… Mas, em seguida, negar Jesus por algumas moedas de prata, de conforto, de egoísmo, amor-próprio. E nesse momento, você ficará de joelhos e irá levantar os braços para o céu e dizer: ‘Senhor, eu não posso fazer isso por mim! Senhor, ajuda-me! Eu sou tão ruim em amor!’”.

 

Nós geralmente somos bons em amar a nós mesmos e ruins em amar o próximo. É por isso que é importante escolher penitências que nos ajudarão a crescer no amor altruísta.

 

  1. A tentação da divisão

“A divisão vem do demônio. Fujam das lutas internas, por favor!” – Papa Francisco

 

Divisão é um dos utensílios favoritos do diabo em sua caixa de ferramentas. Ele gosta de provocar rivalidades, confusão, inveja, raiva e paranoia. O diabo quer que olhemos para outros cristãos e enxerguemos o inimigo em vez de reconhecer que o único verdadeiro inimigo entre nós é ele (e nós mesmos quando o deixamos operar em nós).

 

Então, é claro, durante a Quaresma o diabo pode tentar incitar a divisão entre os cristãos em nossas casas, em nossas paróquias e até mesmo online. Se você ler algum material online, uma boa pergunta durante a Quaresma (e na verdade, em qualquer momento) seria: “Será que este material me ajuda a amar mais meus irmãos cristãos, ou ele leva à divisão?”.

 

Recentemente falecido, o juiz da Suprema Corte dos Estados Unidos e fiel católico Antonin Scalia disse uma vez: “Eu ataco ideias. Eu não ataco pessoas”. Este é um sinal de caráter. E é uma distinção que é cada vez mais perdida em nossa sociedade. Se o que você está lendo ou escrevendo online se concentra em atacar as pessoas ao invés de trabalhar para a unidade no amor cristão, pode ser a ferramenta do diabo para mantê-lo (e outros) afastado do crescimento na vida espiritual.

 

  1. A tentação do desânimo

As tentações contra a fé e a pureza são mercadorias que o inimigo oferece – São Padre Pio

 

O diabo gosta de nada mais do que fazer-nos tão miseráveis como ele é. E ele sabe quando estamos nos sentindo desanimados e estamos susceptíveis a ser menos cooperativos com a graça de Deus. Assim, durante a Quaresma, o diabo pode nos tentar a sentir vontade de desistir de viver o espírito penitencial da temporada. Ele pode fazer-nos sentir que estamos constantemente falhando e que apenas não somos bom para isso. A coisa é – ninguém é “bom” na Quaresma. Se você pensa que é, você não está escolhendo as penitências certas.

 

Assim, quando nos sentimos desanimados, é uma oportunidade para agradecer a Deus com louvores de alegria por nos salvar de nossa mediocridade e do pecado. Não faz sentido desanimar se nós realmente acreditamos na mensagem do Evangelho. Mesmo na Quaresma, sabemos que Jesus morreu, sim, mas ele ressuscitou, e a alegria e a graça já está disponível para nos transformar. E agradeça a Deus por isso!

 

Fonte: Aleteia

Latino-americanos são os mais pró-vida do mundo e rechaçam o aborto, revela pesquisa

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Brasil, Peru, México e Argentina estão entre os países


mais pró-vida e que mais rechaçam o aborto em todo mundo, segundo uma recente
pesquisa realizada pela empresa IPSOS.


A IPSOS consultou os habitantes de 23 países para saber se eram a favor de que “o
aborto seja permitido quando a mulher quisesse ter um filho só”. No Brasil, apenas 16 por
cento dos pesquisados eram a favor do aborto irrestrito.


A pesquisa indicou ainda que somente apenas 11 por cento dos peruanos expressaram
seu apoio às políticas abortistas. No México, a percentagem de aprovação é de apenas
25 por cento, enquanto na Argentina a percentagem é de 26 por cento.


De acordo com a pesquisa IPSOS, a Suécia, onde recentemente propuseram a
legalização do incesto e da necrofilia, é o país mais favorável ao aborto, com 84 por de
Entre os dez países mais favoráveis às políticas anti-vida estão: França, Reino Unido,
Os Estados Unidos ocupam o 13º lugar entre as nações pró-abortistas no ranking da
Consultado acerca do majoritário rechaço ao aborto no Peru, o diretor do Population
Research Institute para a América Latina, Carlos Polo, destacou que “é indubitável que a
Marcha pela Vida é o fator fundamental para estes resultados”.


No ano passado, a Marcha pela Vida em Lima (Peru) reuniu mais de meio milhão de
pessoas em defesa da vida da concepção até o seu fim natural.


“E não é somente um evento de Lima”, precisou Polo em declarações ao Grupo ACI, pois
“esta festa popular de amor pela vida é celebrada em todo o Peru, reunindo quase um
milhão de pessoas na rua”.


“Nem o mais entusiasta abortista pode negar esta realidade”, sublinhou.


A Marcha pela Vida deste ano vai acontecer no dia 12 de março e será replicada no
mesmo dia e algumas semanas seguintes nas diversas regiões do Peru.


Para Martín Patrito, presidente da plataforma ‘ArgentinosAlerta’, “é lógico que o aborto
tenha uma aceitação muito pequena” em seu país, pois “a Argentina real” é “a de uma
verdadeira revolução solidária na qual milhões de argentinos voluntariamente e em
silêncio colaboram para que seus compatriotas possam viver dignamente”.


Segundo Patrito, “o debate pelo aborto não é algo que as pessoas pedem, não é genuíno,
mas imposto por minorias ideologizadas nucleadas principalmente nos partidos de
Os cidadãos argentinos vivem maiores preocupações “pelos problemas de insegurança,
do narcotráfico, da inflação e do desemprego”, acrescentou.


Entretanto, os números poderiam ser ainda maiores em defesa da vida, se não fosse pelo
forte viés pró-aborto da IPSOS, criticaram líderes pró-vida mexicanos.


Para Juan Dabdoub Giacomán, presidente do Conselho Mexicano da Família
(ConFamilia), na pesquisa da empresa IPSOS “pareceria que estão tentando impor à
sociedade um critério onde a ‘realidade’ é superior à verdade”.


Enquanto a IPSOS conclui que 73 por cento de seus entrevistados em 23 países estão a
favor da legalização do aborto irrestrito, “essa é uma forma trapaceira de interpretar os
dados; pois na verdade, diz que apenas 45 por cento está de acordo que o aborto seja
permitido. Outros 45 por cento dizem não estar de acordo absolutamente ou somente em
caso de violação ou se a vida da mãe estiver em risco. E os 10 por cento restantes não
quiseram responder à pergunta”.


“De 73 por cento a 45 por cento há uma grande diferença”, sublinhou.


Por sua parte, Ángel Soubervielle, coordenador geral da plataforma ‘Pasos por la Vida’,
assegurou que a realidade do México é ainda mais pró-vida do que a divulgada pela
IPSOS, e indicou que esta pesquisa não corresponde à realidade desse país.


“No México, o aborto somente está permitido na Cidade do México e somente pode ser
realizado até a 12ª semana de gestação, ou seja, a partir da 12ª semana este é um
delito”, precisou e acrescentou que “18 dos 32 Estados que conformam o México
protegem a vida desde sua concepção”.


Além disso, Soubervielle se referiu a recentes tentativas de legalizar o aborto nos estados
mexicanos de Guerrero e Morelos, onde a maioria rechaça esta prática.


O coordenador geral da plataforma ‘Pasos por la Vida’ acrescentou que no dia 23 de abril
deste ano “sairemos novamente pelas ruas da Cidade do México a fim de dizer aos
ativistas internacionais, políticos e ao mundo inteiro que o México defende a vida, com
nossa quinta Marcha pela Vida”.


Carlos Polo também manifestou sua crítica em relação à frequência com a qual
apresentam pesquisas tendenciosas a fim de promover o aborto.


“Estamos cansados de tantas pesquisas cujas perguntas são induzidas e aparecem
precisamente quando os grupos abortistas estão em plena campanha política para
despenalizar o aborto”, assegurou.


“Tomara que estas pesquisas passem a ser feitas com seriedade e profissionalismo, pois
deste modo refletiriam a realidade”, acrescentou.


Fonte: ACI Digital

 

Nossa Senhora continua mandando sinais de paz no mundo muçulmano

2 75f4dDesta vez, Maria "ataca" na Turquia, onde já age há séculos como "ponte de paz" entre islâmicos e cristãos

 

Nossa Senhora não é brincadeira. Sem muito alarde, ela continua dando seus jeitinhos de mãe para propor a paz e a concórdia aos filhos brigões que se digladiam pelo mundo – em especial aos que, além de brigar, ainda alegam que brigam “em nome de Deus”…


Desta vez, Nossa Senhora “ataca” na Turquia. O país de maioria islâmica pretende sediar em 2017 o Encontro Internacional de Turismo Religioso e Peregrinações, nos arredores do sítio arqueológico da antiga cidade de Éfeso.


A prefeitura de Selcuk propôs levantar na região um monumento emblemático voltado a incentivar o turismo religioso. E não se trata de nenhuma nova mesquita para concorrer em grandiosidade com as da Istambul dos tempos de Solimão I, o Magnífico. Trata-se de uma estátua de Maria. E não será uma estátua qualquer. Os turcos querem construir nada menos que a mais alta estátua de Maria já feita no mundo!


Nossa Senhora tem sido crucial há séculos como “ponte de paz” entre muçulmanos e cristãos. Na mesma planície das ruínas de Éfeso onde deverá erguer-se a nova estátua, já é ponto de peregrinação desde 1891 a “casa de Maria”, o local em que ela teria vivido depois da ressurreição de Jesus, quando a tradição sustenta que ela foi levada de Jerusalém por São João, o discípulo amado que Jesus lhe confiou como filho. A “casa de Maria” foi descoberta no final do século XIX graças às revelações místicas transmitidas a Ana Catarina Emmerich.

 

Fonte: Aleteia.

SEMANA DA MULHER: Quem são as mulheres mais virtuosas da Bíblia?

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De Sara a Maria, exemplos emblemáticos de mulheres que honram a família.

 

No seu livro “Donne di Dio” [“Mulheres de Deus”], as escritoras italianas Antonella Anghinoni e Elide Sivieri comentam: “Na Bíblia, as mulheres jovens, solteiras ou virgens são geralmente descritas como particularmente vulneráveis. A Lei de Moisés as protege da violência, mas não de ser vendidas como escravas”.


O exemplo de Sara


Um exemplo de boa esposa, de acordo com as autoras do livro, é o de Sara, mulher de Abraão, que segue o marido, lhe obedece e o honra (1 Pd 3,6), lhe dá filhos e se mostra boa amiga (e mesmo boa irmã).


Maria


Maria, a mãe de Jesus, acrescenta a esta imagem as características de uma boa mulher, mãe dedicada e companheira de jornada do marido, tanto literal quanto figuradamente.


A mulher ideal


O retrato mais explícito que a Bíblia nos traça da mulher ideal é o elogio contido no livro dos Provérbios (Prv 31,10-31). Ali encontramos a mulher honrada pelo marido e pelos filhos devido à sua virtude: ela dá apoio ao marido, administra os assuntos domésticos, é uma trabalhadora incansável, é ativa nas questões econômicas, cuida das necessidades físicas da família, é solícita no ajudar a comunidade carente, é sábia nos seus ensinamentos e é temente ao Senhor.


As más esposas


Estas imagens bíblicas da boa esposa recebem mais ênfase, por contraste, diante das referências passageiras à esposa má, como Rebeca, a mulher de Isaac, que engana o marido, conspira contra ele e o defrauda, agindo contra a sua vontade. São apresentadas manobras subversivas típicas da pessoa frustrada e de espírito rebelde. O pior tipo de mulher é Jezabel, a esposa do rei Acabe, mulher sem escrúpulos que leva o país e o marido ao culto de deuses estrangeiros; ela é apresentada, aliás, como merecedora da sua morte violenta.


Pura e fecunda


Uma vez que a mulher é aquela que educa a prole, e na prole consiste, para os judeus, grande parte da promessa de imortalidade, a mulher é amada acima de tudo pela sua pureza e fertilidade. A maior maldição que ela pode conhecer é a de um ventre estéril. Seus filhos deveriam ser-lhe arrimo na velhice; sem descendência, ela se expõe a uma velhice infeliz (Noemi, a viúva que tinha perdido os filhos, se considerava por isso “amargurada”).


As mais virtuosas


Dado que as mulheres nos tempos bíblicos eram subordinadas aos homens no campo do poder e na dependência econômica, os retratos mais fortes das mulheres são os que mostram uma coragem incomum para ir além dos papéis convencionais. Os modelos de coragem incluem Joquebede (mãe de Moisés), a profetisa Débora, Jael (a mulher do sogro de Moisés), Ruth (progenitora de Davi), Ester, Abigail (esposa de Davi) e Maria , a mãe de Jesus.


Vítimas do agir dos homens


As estruturas sociais produziram o arquétipo da mulher infeliz, vítima do machismo. Considere-se o uso de Sara como escudo para proteger a vida de Abraão como andarilho em reinos estrangeiros; a concubina do levita estuprada até a morte (Juízes 19,22 a 30); a provação sofrida por Ana como esposa estéril (1 Samuel 1); a filha de Jefté forçada ao sacrifício por causa do voto de seu pai (Juízes 11).


Bela porque boa


Quando se consideram as imagens bíblicas da mulher e do homem, é constante a necessidade de recordar que as condições supremas de valor espiritual são as mesmas, independentemente do sexo de cada um. A mulher virtuosa, qualquer que seja a sua beleza e o seu papel feminino, é virtuosa principalmente porque é boa.


Os escritores humanos da Bíblia alertam assim contra o uso da beleza exterior como critério para determinar o valor feminino (Prv 31,30; 1 Pd 3,3) e louvam como verdadeiro modelo “a mulher temente ao Senhor” e a “de alma incorruptível, cheia de doçura e de paz: eis o que é precioso perante Deus”.

 

Fonte: Aleteia

Exercícios espirituais: o perdão é o abraço entre Deus e o homem

exercicios espirituais
O perdão de Deus “é amor autêntico” que ajuda o homem a se transformar “no melhor daquilo que pode ser”. Gira em torno desse fundamento de misericórdia a sétima meditação dos exercícios espirituais da Quaresma feita pelo Pe. Ermes Ronchi ao Papa Francisco e à Cúria Romana na cidade de Ariccia, nas proximidades de Roma. A passagem evangélica da mulher adúltera perdoada por Jesus, explicou o pregador, nos lembra que acusadores e hipócritas negam Deus, a Sua misericórdia.


Quem ama acusar, entusiasmando-se com os defeitos dos outros, sublinha Pe. Hermes, acredita de salvar a verdade lapidando aqueles que erram. Mas assim nascem as guerras. São provocados conflitos “entre as nações, mas também nas instituições eclesiásticas, nos conventos, nos escritórios”, onde as regras, constituições e decretos se transformam em rochas “para lapidar alguém”.


Hipócritas e acusadores colocam Deus contra o homem


Durante séculos, a passagem da adúltera foi ignorada pelas comunidades cristãs porque “escandalizava a misericórdia de Deus”. O nome da mulher não é revelado. “Representa todos”, é esmagada pelo poderes da morte que expressam a opressão dos homens sobre as mulheres.


Os fariseus colocam o pecado “ao centro da relação com Deus”, mas “a Bíblia não é um amuleto”: exige “inteligência e coração”. Os poderes que não hesitam em usar uma vida humana e a religião “colocam Deus contra o homem”. É essa “a tragédia do fundamentalismo religioso”. “O Senhor não suporta hipócritas, aqueles das máscaras, do coração duplo, os comediantes da fé, e não suporta acusadores e juízes”.


A vocação do cristianismo é, ao contrário, no abraço entre Deus e o homem. “Não se opõe mais”, “matéria e espírito se abraçam”. A doença que Jesus teme e que mais combate é “o coração de pedra” dos hipócritas: “violar um corpo, culpado ou inocente, com as pedras ou com o poder, é a negação de Deus que naquela pessoa vive”.


Onde há misericórdia, ali está Deus


O parecer contra a adúltera se transformou “num boomerang contra a hipocrisia dos juízes”. “Ninguém pode atirar a pedra, iria lançá-la contra si mesmo”. Onde há misericórdia, escrevia Santo Ambrósio, ali está Deus; onde há rigor e severidade talvez existam os ministros de Deus, mas não Deus”.


Jesus se ergue perante a mulher adúltera, “como quando se levanta para uma pessoa importante”. Ele se ergue para estar mais próximo dela, na proximidade, e fala com ela. Ninguém tinha falado com ela antes. “A sua história, o seu tormento interior, não interessavam”. Ao contrário faz Jesus, que recebe o profundo daquela alma. “A fragilidade é mestre de humanidade”:


“É a cura dos frágeis, é a cura dos últimos, dos portadores de deficiências e a atenção às pedras descartadas que indicam o grau de civilização de um povo, não as proezas dos fortes e dos poderosos”.


Para Jesus não interessa o remorso, mas a sinceridade do coração. O seu perdão é “sem condições, sem cláusulas, sem contrapartidas”. Jesus coloca ele mesmo no lugar de todos os condenados, de todos os pecadores. Rompe a “rede maléfica” ligada à ideia de “um Deus que condena e se vinga, justificando a violência”.


O amor de Deus muda a vida


O coração da história não é o pecado para ser condenado ou perdoado. Ao centro não há o mal, mas “um Deus maior do nosso coração” que não banaliza a culpa, mas faz repartir o homem de onde ele tenha parado. Abre sentimentos, recoloca na estrada certa, faz realizar um passo para frente, “escancara o futuro”.


Jesus realiza “uma revolução radical”, desordenando a tradicional ordem com “acima de todos um Deus que julga e castiga”. “Um Deus nu, na cruz, que perdoa, será o gesto comovente e necessário para desativar o pavio das infinitas bombas sobre as quais se sentou a humanidade”.


“Não o Deus onipotente, mas o Abba oni-amante. Não mais o dedo apontado, mas aquele que escreve sobre a pedra do coração: eu te amo”.


“Vai e, a partir de agora, não peque mais”. São as palavras suficientes para mudar uma vida. Aquilo que está para trás não importa mais. É o futuro agora que conta. “O bem possível de amanhã conta mais que o mal de ontem”. Deus perdoa “não como alguém sem memória, mas como um libertador”. O perdão não é ostentar benevolência, “mas recolocar uma vida no caminho”.


O perdão libera das escravidões do passado


Muitas pessoas vivem “como em uma prisão perpétua interior”, esmagadas pelos sentimentos de culpa por causa de erros feitos no passado. Mas “Jesus abre as portas das nossas prisões, desfaz as forcas sobre as quais frequentemente arrastamos nós mesmos e os outros”. “Jesus sabe que o homem não equivale ao seu pecado”. Ao Senhor não interessa o passado. “É Deus do futuro”.


As palavras de Jesus e os seus gestos quebram o esquema bons/maus, culpados/inocentes. Aos olhos que veem o pecado, concluiu o Pe. Ermes Ronchi, se pede de ver o sol: “a luz é mais importante do escuro”, “o grão vale mais que o joio”, “o bem pesa mais que o mal”.


Fonte: Rádio Vaticana

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